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Pilantras com o Quico

Pilantras, pelos Trilhos do Quico na Grande Caminhada

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13
Dez17

Oumuamua ... mensageiro

Pilantras

O olho de Deus

O Ventor estava à varanda à procura de coisas por entre as nuvens. Depois virou-se para mim e disse: «tu não viste mas eu vi»! "Viste o quê, perguntei eu"?

«Vi o olho de Deus! Vem que eu mostro-te»!

 

 

A nebulosa Hélix, um envelope gasoso expulso por uma estrela moribunda

 

O ventor disse-me que esta nebulosa é o olho de Deus. Se assim é, Deus tem olhos azuis!

Mas o Ventor não andava à procura do olho de Deus. Ele andava à procura do Oumuamua. Ele aí está! Foi detectado a 0,20 UA (cerca de 30.000.000 Km), em 19 de Outubro de 2017, no dia em que o Ventor e a minha Dona faziam anos da sua união perante Deus, o nosso Senhor da Esfera e olhem que a esfera é mesmo muito grande e o Senhor da Esfera precisa de ter olhos muito grandes e de preferência azuis para observar tudo à sua volta.

 

 

Oumuamua

 

By Original: ESO/M. KornmesserDerivative: nagualdesign - Derivative of http://www.eso.org/public/images/eso1737a/, shortened (65%) and reddened and darkened, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=64730303

 

Este objecto, na foto em cima, é um asteróide interstelar que, no princípio, os cientistas julgavam tratar-se de um cometa e foi identificado como tal mas, posteriormente, concluíram que era um corpo interestelar, o primeiro corpo vindo do espaço exterior ao nosso sistema solar. Daí estar a ser submetido a grandes estudos para verificar se ele é mesmo um mensageiro de vidas ou tecnologias alienígenas.

 

Sim, mensageiro, porque o nome Oumuamua, é na língua do Havai um «mensageiro de longe que chega primeiro» e ele vem de muito longe e é o primeiro a chegar. Sinais de Vida?

 

Espero que isto não fique por aqui. Se houver novidades eu conto aos mais desatentos.

 

03
Nov16

A Cruz dos Anjos

Pilantras

A Cruz dos Anjos, encontra-se na Câmara Santa da Catedral de S. Salvador, em Oviedo.

Esta Cruz tem uma lenda: esta que o Ventor contou ao Quico e agora a mim. Pelos milénios, o Ventor tem visto cada coisa!

 

 

 A Cruz dos Anjos

This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Spain license. Autor Zarateman

 

Um dia. caminhava o Ventor por terras das Astúrias, corria o ano de oitocentos e qualquer coisa. Ia fazer uma visita ao, então, Rei das Astúrias, D. Afonso II, o Casto. O Ventor tinha viajado no seu velho cavalo Antar, desde Córdoba e sabendo numa tasca de Canga de Onis que Afonso II se tinha deslocado a França. para fazer uma visita a Carlos Magno, pensou dar uma olhada sobre as Montanhas da Cantábria e estudar a barreira natural por elas formadas para continuarem a obstacular as investidas sarracenas.

 

D. Afonso II, o Casto, tinha mudado a capital do reino para Oviedo e o Ventor sabia que D. Afonso II, queria uma Catedral em Oviedo e, com os seus arquitectos, planearam a arquitectura dessa catedral. Porém era bom que se aproveitassem as construções existentes, então, como a cripta de Santa Leocádia.

 

 

A Cripta de Santa Leocádia, dentro da catedral de S. Salvador de Oviedo

 

A construção da Catedral de Oviedo, levou cerca de três séculos.

 

 

Catedral de Oviedo tirada da wikipédia

 

Mas voltando à Cruz dos Anjos.

Quando D. Afonso II, o Casto, regressou de França de uma das suas visitas a Carlos Magno, vinha a pensar, como poderia fazer uma cruz para a sua futura nova Catedral, que ficasse como uma obra de referência para a posteridade. Ele sabia que a Cruz da Vitória que o nosso amigo Pelágio tinha usado na batalha de Covadonga tinha sido feita de carvalho e pensava que as Astúrias mereciam uma cruz que mostrasse ao mundo a sua grandeza, em Arte e em Fé.

Afonso II, o Casto, caminhava, lado a lado, com o Ventor, à sombra das árvores de um bosque, onde predominavam carvalhos, castanheiros e amieiros, desceram das montadas, sentaram-se numa pedra e, Afonso II disse ao Ventor, o que pensava fazer. Disse que a Cruz onde Cristo morreu, merecia uma nobre representação de ouro e pedras preciosas e seria essa cruz que devia representar a grandeza religiosa das Astúrias. Junto deles, por trás de umas rochas, acabavam de acordar dois peregrinos que ouviram parte da conversa e sabiam tratar-se de uma cruz com ouro e jóias. Dirigiram-se a D. Afonso II e ao Ventor e viram que se tratava do rei, fizeram a sua reverência e disseram ser artesãos com capacidade artística para fazer esse trabalho.

 

D. Afonso II olhou o Ventor que encolheu os ombros e sorriu. O rei observou os peregrinos e disse-lhes: "venham connosco e vamos tratar do assunto"! Seguiram e o rei, depois de muito pensar, fez o que os peregrinos lhe pediram. Um local isolado para trabalhar, a madeira, o ouro e as jóias e não queriam ser incomodados por ninguém, enquanto executassem a obra.

 

 

 

 Em cima. a Cruz dos Anjos, em baixo, à esquerda a Cruz da Vitória e à direita, a caixa das ágatas

This file is made available under the Creative Commons CC0 1.0 Universal Public Domain Dedication. Autor Zarateman

 

O rei estava sempre a mandar os seus assistentes para verem o andamento dos trabalhos mas o local mantinha-se fechado. Por fim, julgando que tinha caído no conto do vigário, decidiu ir lá, não tivesse sido vigarizado por peregrinos ladrões. Ao chegar, verificou que a porta do local resplandecia luz e a cruz estava pronta tal como tinha sido combinado. Ao lado da Cruz estavam as roupas dos peregrinos. Os peregrinos tinham sido anjos e D. Afonso II, o Casto, mandou fazer dois anjos de ouro para ficarem sempre ao lado da Cruz. Foi esta segundo pensam os especialistas, a primeira obra de ouro e pedras preciosas realizada nas Astúrias.


Pangea

Atum o Deus Criador

Atum o Deus Criador

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Vitral de Notre Dame de Paris

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